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Interesses partidários versus interesses colectivos

Interesses partidários versus interesses colectivos De forma geral, em todos os países, e em particular, em são Tomé e Príncipe, os partidos políticos deixaram de ser estruturas, espaços de debates, de discussões, de busca de meios e de alternativas para o desenvolvimento colectivo, já não representam nem defendem o interesse do povo. Tornaram-se espaços de defesa de interesses de indivíduos, grupos e ou corporações que vivem na sombra e a custa do estado, um espaço de promoção de incompetências. Podemos citar vários exemplos na nossa sociedade, por exemplo, na Assembleia Nacional, se fizermos uma análise do desempenho dos trabalhos dos deputados (sobre as suas intervenções nas sessões parlamentares e nas comissões permanentes, sobre a produção e apresentação dos relatórios, as propostas e iniciativas apresentadas, interpelação ao governo, etc) facilmente se concluirá que existe apenas uma dúzia, se tanto, de deputados que fazem todo o trabalho enquanto a grande maioria está ali apenas...

Mudança de valores

Mudança de valores na sociedade Este é certamente, um tema muito complexo, 1º Nenhum factor único consegue explicar a diversidade de mudança social. De igual modo nenhuma teoria pode explicar por si só a natureza de toda essa mu dança. 2º É difícil construir padrões objectivos sobre o que são níveis normais de valores e de referências. 3º É difícil definir indicadores que nos permitam medir os níveis actuais desses valores, comparando-os com os níveis que definimos como normais. 4º É igualmente difícil de se saber de forma objectiva, quais os fundamentos que poderão justificar uma crise actual dos valores? 5º É difícil comparar valores de épocas e sociedades diferentes. ____________________________________________________________ O discurso sobre a crise dos valores se repete ciclicamente, todas as gerações tendem a ver nas gerações seguintes um abaixamento dos padrões. Por isso, o assunto é antigo, o problema não é exclusivamente da sociedade actual. Um dos factores, sem dúvidas, de...

Factores Chave da Competitividade e do Desenvolvimento Regional

Índice I – INTRODUÇÃO.. 3 II - FACTORES CHAVE PARA A COMPETITIVIDADE E DESENVOLVIMENTO REGIONAL 4 III – DESAFIOS QUE SE COLOCAM A PROMOÇÃO/REGULAÇÃO DA COMPETITIVIDADE NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS REGIONAIS. 10 IV - EXEMPLOS DE BOAS PRÁTICAS DE INTERVENÇÃO PÚBLICA.. 14 V – CONCLUSÃO.. 16 VI - FONTES DE INFORMAÇÃO.. 17 I – INTRODUÇÃO Pese embora ter-se verificado, no longo prazo, uma melhoria de qualidade de vida, de crescimento económico e de desenvolvimento de todas as regiões e da anunciada perda de relevância do espaço devido a evolução das tecnologias de informação, de comunicação e processo de globalização, continuam a persistir grandes diferenças entre as regiões, mesmo entre as regiões do mesmo país e o espaço (físico) continua a ter uma enorme importância. Os espaços têm diferente dotação e graus de atractividade e diferente estrutura competitiva [1] . O que nos leva a questionarmo-nos sobre o porquê de umas regiões desenvolvem e outras não? Neste pequeno trabalho vamos procurar ...

Analise A União Europeia Perante o desafio da globalização e do paradigma das TIC, seus pontos fortes principais e as suas principais dificuldades

I - Síntese Este trabalho insere-se no quadro de avaliação da cadeira de Políticas Europeias para a Inovação, a Competitividade e o Emprego e tem como objectivo discutir e analisar os desafios que a União Europeia enfrenta perante o processo de globalização e da mudança de paradigma de competitividade, nomeadamente, evolução tecnológica e particularmente, as tecnologias de informação e comunicação. II - Palavras-chave Globalização; Competitividade; União Europeia; Estratégia de Lisboa Globalização - A globalização é um processo de aprofundamento da integração económica , social , cultural , política , impulsionado pelo desenvolvimento dos meios de transporte e das tecnologias de informação e de comunicação. Competitividade – A competitividade é a capacidade de um país de competir a nível internacional, Possas, 1997 e Chesnais, 1981 citado por Bongardt e Varum (2007:121). União Europeia – A União Europeia é uma parceria económica e política com características únicas entre 27 países eur...

Economia do território e competitividade regional

I Explique e fundamente, do seu ponto de vista, em que medida o processo de globalização alterou o pano de fundo da competitividade regional. A globalização transformou profundamente a competitividade regional, a vários níveis. Representou uma ruptura com o paradigma da competitividade baseado no factor custo, centrado na discussão do preço dos factores e fez emergir um novo paradigma de competitividade, assente na qualidade e na diferenciação. Com a globalização, mudou o jogo concorrencial, de preço dos produtos, para qualidade e diferenciação, a produção massificada foi substituída pela capacidade de comunicação, informação e inovação. Agora, a lógica de concorrência baseada no factor custo deixou de ter espaço, o factor crítico da competitividade passou a ser a inovação e o epicentro de desenvolvimento regional deixou de estar no factor custo e passou a estar na capacidade organizacional/relacional da região. Até então, a região vencedora era a que tinha vantagem comparativa baseada...

Papel do incentivo na promoção de acção colectiva

Introdução O presente trabalho visa analisar de forma sucinta três questões fundamentais: 1) Os seres humanos são naturalmente egoístas e individualistas ou agem em prol do interesse colectivo? 2) Como conciliar o interesse individual com o interesse colectivo? 3) Qual o papel dos incentivos na promoção de acção colectiva? Para a análise destas questões, socorremo-nos essencialmente de duas abordagens teóricas: por um lado, a abordagem convencional, fundamentada no princípio do homo economicus racional e maximizador de utilidades, que defende a necessidade da intervenção externa (incentivos) para a resolução do problema de acção colectiva; e por outro lado, a abordagem da reciprocidade, que parte do pressuposto de que os indivíduos estão dispostos a contribuir em função da manifestação da disponibilidade dos outros em contribuir para a mesma acção colectiva e defende a promoção da confiança como solução do problema da acção colectiva. Como atrás ficou dito, as questões formuladas busca...